djokana verde

Poesias para minha futura esposa. escrito por João Claudio Gomes de Sousa, atualmente estudante de Jornalismo e escritor.

Saturday, September 02, 2006

dias iguais

Como os dias são todos iguais
sem cor, sem vida, mares sem sais
onde a única água é a de minhas lágrimas.
como a noite é sempre escura, fria e repete no horizonte, o sol que nasce, no mesmo dia
onde nosso amor mais uma vez não acontecia.

como a canção lenta é de um baile solitário
de um alguém que dança de olhos fechados
tentando mais uma vez se iludir
de estar em todos os lugares do mundo, menos alí.

a lua não é tão mágica e suprema
quando eu a vejo cá de baixo, com mãos sem se dar
faltando um simples olhar
que não faça minha alma se sentir tão pequena.

andar pelas ruas, sem ser ao teu encontro
é perambular por um sonho do qual quero acordar.
escrever sobre a esperança

sem ter o que recorrer, na lembrança
traz tristeza, e cansa
o triste vazio do meu olhar.

pois se o mundo é branco e cinza sem teu caminhar lento
é porque caminhas no meu sono, e, acordado, a cada momento.

João Claudio Gomes de Sousa - 02.09.06 -

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