djokana verde

Poesias para minha futura esposa. escrito por João Claudio Gomes de Sousa, atualmente estudante de Jornalismo e escritor.

Wednesday, September 13, 2006

o céu é o teu lugar

o céu é o teu lugar
e é lá onde quero te encontrar
quando esta luta injusta
a vida me deter de travar.

o céu é o teu sentimento
carinho supremo, sereno
águas claras para as quais eu tanto remo.

tu estás no céu, eu na terra
tu és perfeita, eu sou quem erra
e neste dia, que se encerra
escrevo para ti palavras belas.

que elas cheguem aos céus
que me tomem do meu mausoléu
e tornem possível o reencontro.

pois o céu é onde tu pertences
é onde páira a minha mente
a te olhar, fixamente
preso à esta terra, este chão, tão rente.

pois ao céu é onde eu tanto aspiro
quando, em teus braços, alegria de menino
cantaremos ao amor louvores, hinos
enquanto nos tocamos, e sorrimos
deixando o mundo para trás, tão pequenino
e em teus braços, nas núvens finas, eu mais me firmo.

te amo.
jcgs - 13.09.06 -

ilusão

sonhar é bom, mas alto se paga
pois às vezes o sonho não dá em nada
além de meia dúzia de velhas mágoas.

lembro de quando sonhei
e, junto a ela, eu fui um rei
a alegria em meu peito era a lei
e hoje me escondo, aonde eu não sei.

um dia sorri sincero
construí para os sonhos um belo castelo
quem me vê hoje, de sorriso amarelo
não sabe o quanto ele um dia foi tão belo.

um dia passou, virou noite
e o escuro é tudo que eu posso tocar
o que me dava vida, hoje me é foice
eu vejo o meu fim em cada lugar.

talvez num sonho, desses de verão
eu acredite ainda, amar não é em vão
e talvez, neste devaneio, eu me torne são
e tenha comigo ela de volta
de branco envolta
segurando minha mão.
mas ho!
doce ilusão!

amargo relembrar

e eu, com ferida letal
eu, que um dia me julguei o tal
me vejo como simples mortal
e, se não vejo o bem, também não vejo o mal.

vejo o amor que em meu peito declina
em cada beijo, punhalada, abandono que alucina
fechando de vez a cortina
da escola da vida, que a quem não mata, ensina.

as asas do anjo não voam mais
os beijos santos não trazem paz
me questiono hoje se já sou velho, pois não sou rapaz
não tenho mais a juventude de um peito que se refaz.

então, entregue ao relento
sozinho, no escuro, eu sempre relembro
um amor, que de tão grande me era um talento
me fazendo uma cópia mal feita o sentimento parecendo
como se o amor , somado, fosse apenas se perdendo.

o céu, que antes era azul sereno
hoje é tão pequeno
que não cabe a alma de lamento
que perpetua em meu ser, a cada momento.

ainda chove, e chove um frio escuro
sobe em meu sentimento um muro
que hora protege, hora esmaga o amor, tão puro.
nao diga que este sentimento está em desuso...

pois sujo está meu passado
de erros cometidos, arraso
pessoas erradas, atraso
tempo que não volta, e se volta, estendo o braço
remendo o velho laço
e tento lembrar que amei - coisa que hoje não mais faço.

volte...

volte...
não que eu ainda me revolte
a negar esta nossa sorte
destino que veio nos separar.

quem sabe a vida
que de fato é comprida
consiga suavizar nossa caída
e, as coisas resolvidas
estaremos cada um no seu lugar.

na nossa casa, nosso lar
onde você estiver, é onde quero estar
nenhuma carícia vou deixar faltar
e , se me trata como estranho, meu peito parece desabar.

desaba, mas renasce, sempre se arrisca
pois pequena é a faísca
que causa a mais quente queimada.
uma troca de olhares hoje, eis a pista
para mostrar que, tirando nós dois...
não importa mais nada;
somos os dois completos presentes da vida
e você em mim contida - feliz a minha jornada.

///João Claudio Gomes de Sousa - 14.09.06 - ///

brilha uma estrela

brilha uma estrela sozinha, no firmamento
tentando, bravamente, clarear neste momento
o caminho que nos levará à união.

por estrada de areia fina
nos fará desviar da mina
que explode no peito na hora da solidão.

caminho que leva a um lago
de águas claras, num dia claro
água que limpa o que há de amargo
e torna a felicidade uma porta de caminho largo.

a estrela se apaga com o sol nascente
mas voce, certamente
para sempre brilha feito pó de estrela na minha mente.

então diga um sim, me aceite...
por hoje, por amanhã, eternamente.

/// João Claudio Gomes de Sousa - 13.09.06 - //

Sunday, September 03, 2006

o planeta do amor eterno

então foi como se eu despertasse.
as preocupações haviam passado
e, como se nada importasse,
o mundo à minha volta era todo calado.

pensei no amor que um dia amei, onde está?
mas meu pensamento era todo calmaria.
e eu, quem diria
estava exatamente onde eu queria estar.

ainda deitado, uma luz me cobria
e aquecia meu corpo adormecido.
nao era noite, nem era dia
e parecia que estava dormindo.

este é o céu, pensei...
mas aqui, como cheguei...
como estar aqui, se não te encontrei...
aqui sou apenas um homem, contigo sou rei.

pedi para voltar à Terra
e sair do planeta do amor eterno
pois a vida para mim é mais bela
passando as estações contigo, mesmo o inverno.

então retornei em pele humana
sozinho, no meu quarto branco.
e o amor que do meu peito emana
fez por um momento acalmar meu pranto.

estou só, neste planeta frio e deserto de esperança
e a procura por ti, quando vazia, é lança
que fere e pede ao peito uma mudança.

entenda que nesta vida, que na terra fria se lança
é viva promessa que um dia todo o bem se alcança.

João Claudio Gomes de Sousa - 03.09.05 -

Saturday, September 02, 2006

saudade

esse mundo é muito estranho.
quem ontem beijei, fiz muitos planos
parece que o tempo levou, os dias foram anos
as rosas se foram, só restaram os ramos
e eu aqui, querendo saber para onde vamos.

querendo saber passado, futuro e presente
usando hora o coração, hora a mente
despertar um amor, que em meu peito ainda é dormente
amor que dorme na noite e aquece no sol nascente.

eu queria que fosse diferente.

queria ter de volta todos os meus amores, em um só
desfazer as dores no peito, como quem desata um nó
e ressurgir beijos, carícias, confissões, que hoje se encontram no pó
e eu, sozinho, pensando, numa solidão de dar dó.

queria um amor novo, destes de praia
mulher, moça, menina, calça jeans ou saia
que me ache bom moço, e que por mim de amores caia
e que desculpe e ame toda e qualquer falha.

Hoje o que corta não é a navalha
nem meu sentimento que era vivo, e hoje se empalha
tenta ser encontrado no mundo, e só se atrapalha
na mente distraída de pessoas desconhecidas que nunca têm fala.

Quisera eu arrumar as malas numa noite
partir para outras terras, onde o silêncio do escuro não seja foice
onde todos me sorririam, e nestes sorrisos, um que me soasse o mais doce
uns olhos de querer bem, numa voz mais que só a mim fosse
um alguém que chora, mas que também tem pose
e que seria confidente, seja dia seja noite
e que numa capela pequena ou catedral, numa data especial me despose.

dormindo temos belos sonhos, bom seria se, acordado, também bom fosse...

pois sonhando não me resta nenhuma dúvida ou impasse
te vejo tão nítida, te sinto mas não vejo a face
sinto um amor correspondido, que, se fosse voz, todo o mundo o escutasse
deixe de ser etérea, acorde neste mundo, me chame, me ame, me abrace
e celebre nossa primeira noite juntos - a primeira noite de um amor que nasce.

ha, se pudesse tornar estes versos em oração, para que os anjos a escutassem....

mas sou homem, tenho falhas, do céu me encontro à margem.

Mas hei de encontrar meu amor, e provar ao mundo - sim, em dois peitos a mesma chama arde.
Não que eu pense que seja tarde
não que eu não a procure, ou seja covarde
ou que te diga um adeus, quando o vazio me invade.

eu te quero como amiga, te tenho como família, mas na vida tu só me és..
SAUDADE.

lua de mel

quando deitou seu corpo junto ao meu
e em teu sono, meu peito adormeceu
esqueço de tudo o que aconteceu
e, ao acordar, é como se fosse tudo novo.

novamente tocar teus olhos de sono, tranquilos
despertá-la com suaves beijos, ouvirás sinos
e te entregando à coberta, te cobrirei de mimos.
e veremos que somos dois meninos
para os quais o tempo nao ousou passar.

que juntos somos um só, e juntos fluimosa
ssim como uma onda se une a outra, à beira mar.
e te olharei com um olhar de quem a vê pela primeira vez
você duvidará da minha lucidez
e verá que é grande o que o Amor fez
que, de dois, poderemos ser três.

olharemos para o sol que nasce, para mais um dia de luz
onde, por mãos invisíveis, serei quem te conduz
e você, minha querida, o que o amor mais traduz.

e juntos iremos a um cais
os dois de branco, com um ar de informais
trazendo aos que passam um sentimento de paz
um casal de amor, que há muito não se faz.

e entre sorrisos e abraços
reafirmaremos a cada instante nossos laços
veremos o sol se pôr, o mormaço
e saberás que te dar a lua é o mínimo que faço.

então, sozinhos no quartocúmplices do amor que criamos
mais uma vez nós estamos
outro dia conquistado, mais um outro de planos
sabendo que do amor viemos
e para o amor é onde vamos.

João Claudio Gomes de Sousa - 02.09.06 -

olhos verdes

de todos os olhares que me cercam
todas as flechas de cupido que me setam
nenhum deles me completam
como olhos verdes, que me esperam.

esperam que eu surja em sua retina
que traga de volta os tempos de menina
onde o amor era mais do que uma rima
e trazia mais alegria do que a boneca, tão pequenina.

um sentimento primário, como quem nunca viu o mar
alguém que se sente no tempo certo, e no certo lugar
cercada de sentimentos nobres, que nunca a irá magoar
um lugar santo, que a tua boca chame de lar.

e neste pequeno pedaço de céu, de água cristalina
tuas lágrimas se unirão às minhas
e sentimentos de bem querer brotarão, em minas
e tuas asas nascerão, meu anjo, junto às minhas.
então entenderemos o sentido da vida
que se nosso sentimento não a começa, nem a termina
é o que dá vida, e a fascina
e faz o coração, em paz, dizer , que , de fato, ela se afirma.
João Claudio Gomes de Sousa - 02.09.06 -

um dia desses...

num dia despretencioso
como sempre, ancioso
invadido pela luz do teu rosto
vejo nele um esboço
do amor que irá brotar.

pois lindo é o teu olhar
que desperta um momento que não irá mais faltar
um sentimento a dois, que a vida vem exaltar
que viaja nas núvens, na brisa do mar.

e nesse dia eu te vejo tão bonita
uma jornada cumprida
uma caminhada vencida
e você, o meu bem, cada vez mais a mim unida.

então nos abraçamos, e com lágrimas doces
declaramos nosso amor, fácil fosse.

então chega a hora de nos despedirmos
prometendo outras tardes de amor
onde andaremos nas núvens, e, caindo
estaremos um nos braços do outro, sempre sorrindo.

João Claudio Gomes de Sousa 02.09.06

dias iguais

Como os dias são todos iguais
sem cor, sem vida, mares sem sais
onde a única água é a de minhas lágrimas.
como a noite é sempre escura, fria e repete no horizonte, o sol que nasce, no mesmo dia
onde nosso amor mais uma vez não acontecia.

como a canção lenta é de um baile solitário
de um alguém que dança de olhos fechados
tentando mais uma vez se iludir
de estar em todos os lugares do mundo, menos alí.

a lua não é tão mágica e suprema
quando eu a vejo cá de baixo, com mãos sem se dar
faltando um simples olhar
que não faça minha alma se sentir tão pequena.

andar pelas ruas, sem ser ao teu encontro
é perambular por um sonho do qual quero acordar.
escrever sobre a esperança

sem ter o que recorrer, na lembrança
traz tristeza, e cansa
o triste vazio do meu olhar.

pois se o mundo é branco e cinza sem teu caminhar lento
é porque caminhas no meu sono, e, acordado, a cada momento.

João Claudio Gomes de Sousa - 02.09.06 -
E eu, nesta pressa de te amar por completo
me perdi em mim mesmo, com tanto afeto
dormi à margem da vida, ao relento, sem teto
e agora não sei mais se amar é o mais certo.
Sei que errado é ser sozinho
criar um sentimento e não ser fiel
é como abandonar um ninhoe voar sem ter asas, para nenhum céu.

pois céu é a tua presença
turvo e sombrio sem você, saudade imensa
paixão vermelha que me toma, imensa
a voz rouca do amor grita, tensa

que você venha, de onde estiver...
e venha logo ser minha mulher
saia do canto dos pássaros, da leve brisa, de uma núvem qualquer
e venha caminha comigo, para o que der e vierna chuva, no sol, com Deus, na fé.

Pois sonho acordado contigo a cada momento
és rainha única dos meus dias, pensamentos
dedicação ímpar dos meus sentimentos
e causa maior de todos os meus tormentos...
quero que te lembres que hoje, nesse dia que cai lento
eu lembro de ti, de nosso futuro amor, num prazer sem tempo
e vejo que meu amor, hoje sozinho, é o que me dá o alento.

João Claudio Gomes de Sousa. 02.09.06/ 22:21